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Exclusivo para Sócios FGCT

Guia Prático do Caçador

Guia Prático I - Dez mandamentos de segurança
Guia Prático II - Conservação
Guia Prático III - Ética na caçada
Guia Prático IV - Relação do caçador com o dono das terras


 

Guia Prático I - Dez mandamentos de segurança

01 - Um bom caçador aprende e obedece aos mandamentos de segurança com armas de fogo e insiste para que seus parceiros também sigam as regras.

02 - Todo caçador, seja novato ou experiente, devem rever estes mandamentos antes de cada temporada de caça.

03 - Tratar cada arma com o respeito que uma arma carregada merece. Ter certeza do seu alvo antes de puxar o gatilho. Sempre ter certeza de que a área de ação está livre de obstruções.

04 - Nunca deixar sua arma sozinha a menos que a descarregue antes.

05 - Nunca apontar sua arma a algo que você não deseje atingir.

06 - Evitar bebidas alcoólicas antes e durante a atividade.

07 - Nunca subir em árvores ou pular cercas com uma arma carregada.

08 - Nunca atirar em superfícies duras e lisas.

09 - Carregar apenas armas descarregadas, em seu campo de ação, carro ou casa.

10 - Guardar armas e munições separadas, fora do alcance das crianças.

Dicas para caçadores - Óculos de caça

Atiradores espertos sabem que bons óculos escuros, resistentes ao impacto são um acessório absolutamente necessário. Eles também sabem que em dias ensolarados, lentes verdes ou cinzas manterão seus olhos descansados, ajudando em uma mira mais rápida e precisa, enquanto óculos com lentes amarelas melhorarão a performance com pouca luz. Além disso, o uso de óculos tem o papel de proteção dos olhos, portanto nunca vá caçar sem eles.

Proteção de ouvido

Protetores de ouvido não são muito práticos para a maioria, mas aqueles que gostam de melhorar suas habilidades na academia de tiro não devem deixar de usá-lo.

Repetidas exposições ao som de espingardas e rifles causam danos de audição irreversíveis, que podem não ser descobertos até ser tarde demais.

Existem diversos tipos de protetores, a escolha destes é uma questão pessoal, cada um irá encontrar o que achar mais confortável.


 

Guia Prático II - Conservação

Todo homem que gosta de caçar e espera continuar fazendo-o nos anos vindouros deve ser alertado de que o seu esporte corre perigo. Ele é atualmente ameaçado por uma grande e organizada massa de público que, ainda que bem intencionada, é tristemente mal informada sobre a relação do caçador com a conservação de meio ambiente.

Pessoas que se preocupam com um futuro melhor para a caçada podem ajudar a reverter este quadro hoje mesmo. Para isto, devem divulgar para aqueles que não caçam o que a conservação do meio ambiente significa para os esportistas. Divulgue, ao maior número possível de pessoas, os fatos concretos, como os que seguem:

Contrariamente ao entendimento geral de ameaça à vida selvagem, os caçadores já fizeram- e continuam a fazer - mais para zelar e proteger a vida selvagem do que qualquer outro grupo no país. Não fosse pelos caçadores, muitas espécies de animais teriam desaparecido anos atrás.

Os caçadores foram os primeiros a exigir o fim da exploração comercial do esporte. Foram os primeiros a trabalhar no sentido de regulamentar as temporadas de caça, bem como limites à mesma.

Se mais pessoas soubessem que a caça é parte vital de um bem-sucedido e científico manejo da fauna cinegética, muitos movimentos anti-caça seriam sensíveis. Entretanto, se os próprios caçadores não conseguirem passar a mensagem adiante, ninguém mais o fará, com conseqüências para o futuro do esporte.

O público em geral ignora completamente que os caçadores contribuem com mais dinheiro para a conservação do que qualquer outro grupo no país.

Taxas de licença

Como caçador, você contribui para a conservação toda vez que adquire uma licença de caça. Suas taxas de licença, juntamente com as de outros caçadores, irão apoiar os departamentos do País e Estados responsáveis pela conservação de toda a vida silvestre. É o dinheiro da licença que ajuda a melhorar o habitat selvagem e as leis de conservação.

Quando for explicar isto ao leigo contrário à caça, enfatize o fato de que centenas de tipos de pássaros e animais, inclusive os que não são objeto de caça, beneficiam-se das contribuições dos caçadores. Em outras palavras, os caçadores pagam não somente por si mesmos. Mas por toda uma coletividade.O valor arrecadado das licenças de caça no Rio Grande do Sul, rende anualmente aos departamentos do meio ambiente mais de R$ 600.000,00.


 

Guia Prático III - Ética na caçada

A caça tem dois tipos de lei, uma é lei escrita, a outra é um código de ética ou de honra que os verdadeiros esportistas trazem consigo.

A maioria dos caçadores obedece à lei escrita, mas não é o suficiente. Sem éticas, um homem pode ser licenciado para caçar, e ainda assim ser um esportista medíocre.

Não há nenhuma ilegalidade em atirar em um javali correndo a 300 metros, em um pato voando a 70 metros de altura, em uma perdiz no chão, em uma pomba pousada ou em um marreco nadando. Mas é certamente antiético, e apenas um pobre esportista faria tais coisas.

O caçador ético sabe os limites de sua arma e de sua habilidade de tiro e sempre tentará um tiro "limpo". O esportista verdadeiro obedece a ambos os regramentos, o escrito e o ético. Ele age como um embaixador para que outros esportistas e o esporte não sejam mal vistos.

Ele sabe que a cidade que lhe oferece campos para a prática pode rapidamente retirar o tapete de "boas vindas" aos caçadores, e que o fazendeiro em cuja propriedade há abuso não mais lhe abrirá as portas.

Um verdadeiro esportista faz tudo o que pode para aprimorar suas habilidades. Se ele não é um exímio atirador, treinará duro até conseguir o máximo de prática que puder. Em outras palavras, ele tem respeito pelo seu troféu, caçando de maneira, justa e esportiva. Como um caçador ético, um verdadeiro esportista, ele crê em "perseguição justa", e nunca toma vantagem desonesta na caçada. Por exemplo usando aeronaves e veículos. O caçador ético nunca abate além dos limites permitidos.

É um caçador ético o que oferece a um amigo uma vantagem para um bom tiro, generosamente oferece seu conhecimento ao novato, para que este ganhe experiência, tem prazer em dividir tanto sua atividade quanto a caça obtida com os companheiros.

O caçador antiético é aquele que conta aos gritos seu sucesso quando chega a seu limite e inventa desculpas quando não consegue. Sua preocupação não é como, mas o quanto pode caçar.

Abusando da hospitalidade dos donos da terra, caçando em propriedades particulares sem permissão, causa ódio no público em geral, o caçador antiético não arrisca apenas suas próprias chances de caçada, mas também e de todos os outros esportistas, bem com a das futuras gerações. Ele é um dos maiores inimigos de caça hoje em dia, sendo uma ameaça ao esporte como qualquer movimento anticaça.

Leis de conservação e o código de ética de caçada são dois lados de uma mesma moeda.


 

Guia Prático IV - Relação do caçador com o dono das terras

Quando se vai caçar, vai como convidado de alguém, poderemos ser bem vindos ou não. O aspecto "boas-vindas" será importante para os esportistas, porque ajudará a determinar quanta terra permanecerá aberta para a caçada.

A maior das tragédias vem sendo o crescente número de placas de "proibido caçar". Este fenômeno se agrava a cada vez que um caçador falha em reconhecer-se como convidado, abusando das terras em que caçam, e com isso fecham as portas para futuras caçadas.

Existem 3 abordagens que o caçador pode utilizar para lidar com o problema. A preventiva, a protecionista e a corretiva.

A abordagem preventiva não é nada mais do que não ameaçar as boas vindas que você tem ao caçar em propriedade alheia. Em fazendas principalmente, isto significa pedir permissão toda vez que se for caçar.

Até mesmo o fazendeiro que diz "você pode caçar aqui a hora que quiser" iria gostar de ser consultado antes de você começar a caçar, só para ele saber que está nas terras dele.

Lembre-se, também, de que o fazendeiro que lhe dá permissão para caçar normalmente não se importará se você trouxer um amigo ou dois para caçar junto, mas certamente não gostará se você trouxer muitas pessoas.

Uma vez na fazenda, esteja certo de caçar apenas onde o dono lhe permitir, mantendo-se afastado de sua casa, e respeitando as áreas de cultivo e animais. Cuidar para jamais causar danos a cercas e fechar todas as porteiras pelas quais você passar.

O aspecto mais difícil da abordagem preventiva está em convencer o caçador que respeita o campo de caça e denunciar aqueles que não o fazem, mas o futuro da caça depende desta atitude.

A abordagem protecionista significa estar certo de que o dono das terras tenha ciência do quanto você está agradecido pelo gesto de deixá-lo caçar. Você pode demonstrar isso dividindo sua caça com ele, mandando-lhe cartões de Natal e, quando estiver caçando, fazer intervalos para confraternização e ajudá-lo em suas atividades. A última abordagem,a corretiva, é provavelmente a de mais difícil execução, pois consiste em mudar o pensamento do dono das terras. Quando se acha uma boa área para a caça, com aviso de proibição da mesma, procure pelo dono, peça a ele sua permissão,e prometa que tratará da propriedade dele como se fosse sua.

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