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Exclusivo para Sócios FGCT

Entrevista com o atirador Roberto Schmits

Roberto Schmits orgulha-se de praticar o esporte que trouxe a primeira medalha de ouro para o Brasil em uma Olímpiada, conquistada por Guilherme Paranaense, nos Jogos da Antuérpia, em 1920. Atirador filiado a Federação Gaúcha de Caça e Tiro (FGCT), Roberto conta as emoções do esporte e as dificuldades até tornar-se medalhista de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México. 

1 - Como começou a praticar e com que idade?

Meu primeiro disparo foi na Sociedade Hamburguesa de Caça e Tiro, em Novo Hamburgo, no ano de 1977. Na época eu tinha 8 anos. Meu falecido pai, Sr. João Wilson Schmits, carinhosamente conhecido como "Soninho", foi o mestre de tudo que sou hoje. Com o apoio de minha mãe, Sra. Helga Schmits, os dois incentivaram-me a praticar o esporte de Tiro ao Prato. Minha primeira medalha veio no mesmo ano, em outubro de 1977, com um quinto lugar na categoria estreante no Clube de Caça e Tiro de São Leopoldo.

2 - Fale da sua trajetória até tornar-se um atleta representante do Brasil?

Acompanhando meu pai, tomei amor por esse esporte, indo em provas com ele literalmente "enchia o saco" para poder ajudar nas provas, a marcar, a buscar cartuchos para os amigos, alguns deles ainda vivos sabem do que estou falando. Estava escrito na minha VIDA que meu esporte seria o tiro. Desde pequeno eu participava das provas junto com meu pai e também pela amizade de grandes e velhos amigos da família, não tinha como ser diferente. Amigos como Enio Santos, Breno Weeck, Bruno Harff, Nestor Zambom, Orlando e Emirta Romagna, Itamar Lacerda, Enio Pinalli, João Baum, Benhur Premaor, Alexandre e Cezar Culoz, Manoel Chaves, Oscar Triches, Cezar Padoin, Ernesto Ternus, Loreno e Fausto Michelin, Danilo Dalsasso, e o grande incentivador, até por que não dizer um dos maiores incentivadores do tiro no Brasil, Sr. Elias Ruas Amantino. Eu citei esses amigos do meu pai, por que todos foram importantes na época no Tiro no Rio Grande do Sul. Muitos ainda estão vivos e ainda existem outros que não lembro agora.

3 - Como acontece seus treinamentos atualmente? Que provas tem praticado?

Sempre treino antes das provas, ou seja, nos clubes onde irão acontecer o evento ou no Clube de Caxias do Sul. Algumas do ranking gaúcho da FGCT e do ranking brasileiro.

4 - O bronze em Guadalajara foi um resultado muito comemorado? Qual a emoção de conquistar uma medalha importante como esta?

Lógico que foi, pois saí de minha casa em Canela convicto de que teria reais chances de disputar uma medalha. E graças a dedicação e ao apoio da minha família, isso foi possível. Naõ tem explicação o sentimento que passa na cabeça da pessoa na hora do último tiro, sabendo que você chegou aonde queria.

5 - Essa foi sua maior conquista? Cite outros títulos e momentos marcantes no tiro esportivo.

São vários, o principal deles foi esta medalha no Pan. porém, podemos citar também o meu primeiro título, o Campeonato Sul Brasileiro Junior em 1984, vários campeonatos gaúchos e brasileiros, Campeão Sul Americano e também um recorde no Trap Americano, 300 pontos em 300 possíveis. Outro fato marcante foi o aprendizado com a chegada do meu técnico italiano no Brasil, Carlo Danna. Hoje cidadão brasileiro, ele mora na cidade de Itanhaem (SP). Com ele, aprendi muito no tiro e graças ao seu ensino e minha disciplina em querer aprender, sou o que sou, hoje, graças a ele.

6 - Quais os seus objetivos daqui para frente e seu maior sonho no tiro esportivo?

Meu principal objetivo é ter um clube na minha cidade para treinar e continuar a escrever parte na história da cidade de Canela, transforma-la na "terra dos tiro esportivo". Meu maior sonho é encerrar a carreira na Olimpíada de 2014 aqui no Brasil.

7 - Para finalizar, qual o seu recado para os leitores?

Agradeço muito a CBC por me ajudar na busca da vaga para o Panamericano, essa medalha também é uma conquista deles. Gostaria muito de unir forças com a CBC, com a Federação Gaúcha de Caça e Tiro (FGCT) e juntos seguirmos divulgando ainda mais o nosso tiro no Estado e em todo Brasil. Temos a obrigação de renovar nossos atletas e estou disposto a ajudar no que for preciso. Agradeço aos meus amigos atiradores aqui do RS e quero dizer que essa medalha antes de ser brasileira, ela é gaúcha hehehe.

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